resenha do professor Mário Carneiro ao livro da correspondência entre Fidelino de Figueiredo e Delfim Santos

capa_frenteMeu caro Filipe,

Em relação à publicação da correspondência entre FF e DS, que só após o meu regresso do Brasil pude ler: o seu texto faz uma boa introdução ao conteúdo geral da correspondência, enfatizando alguns aspectos pertinentes e fornecendo informação complementar útil.
Ainda que do ponto de vista do conteúdo (filosófico ou literário) não haja muito de relevante a salientar, as cartas mostram bem o elevado respeito e admiração que estes dois autores nutriam pelo labor intelectual um do outro. Mostram também como partilhavam a divergência em relação à cultura dominante no nosso meio académico (fechada, dogmática, administrativa) e o distanciamento em relação à cultura dominante nos Estados Unidos.
A leitura desta correspondência permite, a um leitor menos informado sobre o percurso intelectual de DS e de FF, formular uma ideia das vivências e dos contactos que cada um deles desenvolveu, em várias universidades estrangeiras.
Felicito-o por mais esta sua publicação.
Mário Carneiro
Investigador do Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa e do Instituto de Filosofia da Universidade do Porto

acaba de sair a correspondência entre fidelino de figueiredo e delfim santos

Fidelino

Correspondência entre Fidelino de Figueiredo e Delfim Santos – de 1934 a 1957.

Acaba de sair mais uma edição da correspondência de Delfim Santos, desta feita com um dos raros scholars a quem ele concedeu o título de mestre: Fidelino de Figueiredo (1888-1967), historiador da literatura, crítico literário e teórico da literatura comparada.

Uma correspondência plena de humanidade, de partilha, de confidências, entre dois homens separados por uma geração, por vezes habitando continentes diferentes, mas unidos pelo mesmo amor às letras e à cultura portuguesas.

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