Homenagem a Delfim Santos

· Evento criado por Cinemateca Portuguesa-Museu do Cinema

Foto de Cinemateca Portuguesa-Museu do Cinema.

SET25

Homenagem a Delfim Santos

Público

. Cinemateca – Programação

CICLO HOMENAGEM A DELFIM SANTOS
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Delfim Santos marcou a sociedade portuguesa do século XX graças a um caminho de excelência na pedagogia e na filosofia que fê-lo desenvolver, em paralelo, um percurso próprio na crítica de cinema. Por ocasião dos 50 anos da sua morte, a Cinemateca associa-se à celebração da sua memória, e às iniciativas organizadas em torno dela (exposição e conferências na Biblioteca Nacional, a publicação de um dossier digital na Hemeroteca Municipal de Lisboa, entre outras evocações), para dedicar-lhe uma sessão da sua programação, onde se projetará uma das várias obras sobre as quais lançou o seu olhar e a sua escrita.
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25/09/2017, 19H00 | SALA M. FÉLIX RIBEIRO
Ciclo Homenagem a Delfim Santos
SIE FANDEN EINE HEIMAT
ALDEIA BRANCA
de Leopold Lindtberg
Suíça, Reino Unido, 1953 – 98 min
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25/09/2017, 19H00 | SALA M. FÉLIX RIBEIRO
HOMENAGEM A DELFIM SANTOS
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SIE FANDEN EINE HEIMAT
ALDEIA BRANCA
de Leopold Lindtberg
com John Justin, Eva Dahlbeck
Suíça, Reino Unido, 1953 – 98 min
legendado eletronicamente em português | M/12
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SIE FANDEN EINE HEIMAT será, como DIE LETZTE CHANCE (1945) ou DIE VIER IM JEEP (1950), um dos filmes mais reconhecidos da carreira do realizador austro-suíço Leopold Lindtberg (e integrante da competição do Festival de Cannes de 1953). Passada no contexto da Segunda Guerra Mundial e no centro do continente europeu (numa aldeia dos Alpes Suíços), a “aldeia” do filme é um lugar onde se juntam crianças refugiadas da guerra, uma história de amor entre dois dos seus instrutores, e a instrumentalização, por parte dos poderes políticos (e de quem sofreu com eles), do futuro de jovens vidas que se veem, hoje, sem raízes num continente que vive a maior das suas feridas. Primeira exibição na Cinemateca.
Sala M. Félix Ribeiro | Seg. [25] 19:00

Colóquio Fidelino de Figueiredo, Filósofo

Delfim Santos construiu uma notável amizade intergeracional com Fidelino de Figueiredo (1888-1967), quase 20 anos mais velho do que ele, de quem se foi aproximando — inicialmente por ter sido o seu examinador em História, no Exame de Estado de 1934, no Liceu Pedro Nunes, e a partir do Pós-Guerra por via do Humanismo em que ambos vão confluindo, com a premência de recolocar a prioridade no Homem.

Foi recentemente publicada a correspondência entre ambos, rica de referências biográficas e com notas importantes sobre a vida cultural em Portugal e no Brasil.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O cinquentenário do falecimento de Fidelino de Figueiredo (1967-2017) não passou despercebido, pelo menos em Lisboa, cidade onde este notável pensador nasceu e faleceu, e onde hoje se refletiu sobre “Fidelino de Figueiredo, Filósofo”:

Participaram efetivamente deste encontro:

  • António Braz Teixeira – Contribuição de Fidelino de Figueiredo para a Historiografia da Filosofia Portuguesa
  • Filipe D. Santos – Filosofia da Arte em Fidelino de Figueiredo
  • Rui Lopo – A luta pela expressão: O ensaio é a soma de dois meios caminhos
  • Joaquim Pinto – Breves considerações acerca de uma onto-po(i)ética em Fidelino de Figueiredo.
  • Luís Lóia – Filosofia e Mito: Eudoro de Sousa, leitor de Fidelino de Figueiredo
  • Mário Carneiro – Pertinências do pensamento filosófico de Fidelino de Figueiredo
  • Renato Epifânio – Estudos de Filosofia e Literatura

O primeiro painel, que incluiu as 3 primeiras comunicações, foi presidido por António Braz Teixeira e o segundo, agrupando as restantes 4, por Patrícia de Figueiredo, neta do escritor.

Aspeto inicial da assistência

Primeiro Painel: Filipe D. Santos, António Braz Teixeira, Rui Lopo

Segundo Painel: Joaquim Pinto, Luís Lóia, Patrícia de Figueiredo, Mário Carneiro e Renato Epifânio

Na sua comunicação, Filipe D. Santos referiu que a obra de Fidelino é muitas vezes feita em diálogo com a de Delfim Santos. Entre outros exemplos, aduziu um passo de A luta pela expressão, em que Fidelino menciona um ensaio de Delfim Santos:

Outras vertentes desta interação podem ser constatadas no intercâmbio epistolar de ambos, que aguarda ainda tratamento histórico-filosófico.

HEMEROTECA DA CML: DELFIM SANTOS, MESA REDONDA

cartaz-hemeroteca

INICIATIVA DA HEMEROTECA MUNICIPAL DE LISBOA, 25 DE NOVEMBRO, SESSÃO NA FACULDADE DE LETRAS DA UNIVERSIDADE DE LISBOA, ANFITEATRO III, 17:00H – 19:00H:

  • (17:00 às 17:30) – António Braz Teixeira – Delfim Santos, a Política e o Direito;
  • (17:30 às 18:30) – Mesa Redonda: Fernando J. B. Martinho, Luís Ramalhosa Guerreiro, Filipe D. Santos – Os suplementos culturais e literários na imprensa de grande circulação, dos anos 20 aos anos 60;
  • (18:30 às 19:00) – Debate.

Inaugurada a “ROTUNDA PROF. DELFIM SANTOS” em Cascais

A vila de Cascais, desejando assinalar o Cinquentenário do Falecimento de Delfim Santos aí ocorrido (1966-2016), deliberou atribuir o seu nome à importante rotunda construída como remate da autoestrada A5. Esta homenagem, que associa perenemente o nome de Delfim Santos à localidade que ele preferia para veraneio, e onde inesperadamente viveu os seus últimos dias, deveu-se ao modelar interesse pela cultura e pela memória dos portugueses ilustres que tem animado a municipalidade de Cascais, dirigida pelo seu presidente Carlos Carreiras, e pelo presidente da União das Freguesias de Cascais e Estoril, António Pedro Morais Soares. O contributo decisivo para a articulação deste ato com as evocações do Cinquentenário em curso partiu do presidente da Fundação D. Luís I, Salvato Teles de Menezes, em conjunção com José Manuel Mendes, presidente da Associação Portuguesa de Escritores (herdeira da antiga Sociedade Portuguesa de Escritores da qual Delfim Santos foi presidente em 1962). A rotunda de Cascais junta-se agora, na toponímia portuguesa, às artérias dos municípios de Lisboa, Oeiras, Matosinhos e Évora, além de uma escola pública em Benfica, que ostentam o nome de Delfim Santos.

A inauguração foi coberta pelas equipas de reportagem da RTP, TVI e Correio da Manhã TV, que mostraram imagens nos seus respetivos notíciários:

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Aspeto da assistência antes do início da cerimónia:

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Momento do descerrar da bandeira pelos presidentes da Câmara e da Junta, por António Braz Teixeira e Filipe D. Santos:

img_818x4552016_11_19_04_07_44_576944©CorreiodaManhã

António Braz Teixeira, Presidente da Comissão Nacional para as Evocações do Cinquentenário do Falecimento de Delfim Santos:

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Uma das duas placas toponímicas que assinalam a Rotunda:

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Agradecimentos ao Coordenador Geral da Fundação D. Luís I, Pedro Vinagre Pereira, e a todos os que participaram na inauguração.

Ver também: